Inicialmente os motivos que levaram os povos das civilizações pré-históricas a se deslocarem foi a busca por alimentos, por segurança e a procura de climas mais amenos. No entanto, as habilidades e técnicas que esse povos começaram a desenvolver, diminuiu a necessidade dessa ação nômade e uma nova motivação surgiu para que ocorressem as viagens, seria o transporte e a troca de mercadorias. Nesse sentido, era necessário que a infra-estrutura como, estradas, canais de navegação surgissem para dar condições para que os veículos que estavam sendo desenvolvidos trafegassem.
Os gregos apreciavam visitar outras cidades por mero prazer, Atenas em particular. Também gostavam de viajar para participar de grandes festas religiosas e de eventos, como os Jogos Olímpicos, realizados a cada quatro anos na cidade de Olímpia. Como os gregos antes deles, os romanos freqüentavam seus próprios eventos atléticos e religiosos e viajavam para lugares onde eram realizado. Passeios turísticos eram populares entre os romanos abastados, e muitos visitavam a Grécia.
Um guia de viagens de dez volumes foi publicado em 170 a.C. pelo grego Pausânias. Intitulado Um Guia para a Grécia, visava o mercado romano de turismo e descrevia as esculturas e os monumentos gregos e as lendas e mitos que cercavam.Os romanos também viajavam para o Egito para ver a esfinge e as pirâmides. As civilizações asiáticas também têm uma história de viagens de lazer a estações de veraneio, com exemplos conhecidos de segundas residências ou vilas de veraneio na China e no Japão. Os nobres chineses e seus convidados deslocavam-se para pavilhões e casas de campo de verão em Sushou, Hangzhou e outras regiões de belas paisagens.
Durante a Idade Média, a igreja cristã estimulava as viagens propagando mosteiros. Monges e sacerdotes encorajavam o povo a fazer peregrinações e, por volta do século XIV, elas eram um fenômeno de massa organizado, atendidas por uma rede crescente de albergues de caridade com um número sempre maior de participantes de todas as classes sociais. Os cristãos iam a Jerusalém e a Roma, e, embora as peregrinações tivessem fundamento religioso, eram também vistas como viagens recreativas e sociais.
Os primeiros relatos foram através do livro de Marco Polo sobre suas viagens,a principal fonte de informação do Ocidente sobre a vida no Oriente durante esse período. Outros livros sobre viagens começaram a aparecer com o advento da máquina de impressão, e o livro Viagens, de Sir John Mandeville, de 1357, foi impresso em diversas línguas, com descrições de viagens a lugares tão remotos como o sudeste da Ásia.
Há registro, no século XV, de um pacote de viagens parecidos com os atuais, que partia de Veneza e ía até a Terra Santa. Pelo preço do pacote, o viajante garantia passagem, refeições, alojamento, corridas de jumentos e o dinheiro de suborno, necessário para evitar formalidades burocráticas. As primeiras versões dos modernos quiosques de conveniência, com alimentos de consumo rápido, surgiam ao longo dos caminhos dos peregrinos, de intensa movimentação. Durante a alta temporada, mascates de beira de estrada vendiam vinho, frutas, peixe, carnes, pão e bolos nas tendas que armavam.
Extraído do Livro Turismo Internacional - Uma perspectiva global - 2ª Edição - Organização Mundial de turismo e Rede de Educação da OMT na Universidade do Havaí em Manoa (EUA); Universidade de Calgary (Canadá); James Cook University (Áustria). ORGANIZADORES: Chuck Y. Gee, diretor da School of Travel Industry Management, Universidade do Havaí em Manoa; eduardo Fayos-Solá, diretor de Educação e Treinamento da OMT. TRADUÇÃO: Roberto Cataldo Costa.
Extraído do Livro Turismo Internacional - Uma perspectiva global - 2ª Edição - Organização Mundial de turismo e Rede de Educação da OMT na Universidade do Havaí em Manoa (EUA); Universidade de Calgary (Canadá); James Cook University (Áustria). ORGANIZADORES: Chuck Y. Gee, diretor da School of Travel Industry Management, Universidade do Havaí em Manoa; eduardo Fayos-Solá, diretor de Educação e Treinamento da OMT. TRADUÇÃO: Roberto Cataldo Costa.